" E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.." Romanos 12;2
7 de abr. de 2011
Amor x Paixão
Muitas vezes paramos para refletir sobre um relacionamento, se o que estamos sentindo é paixão ou realmente amor.
Pois, muitas pessoas dizem que esses sentimentos são totalmente diferentes, outras já preferem afirmar que eles se completam, e há ainda aquelas que acham que um é o resultado do outro.
Vamos então saber a diferença entre esses dois sentimentos tão intensos e maravilhosos, segundo alguns conceitos.
De acordo com pessoas que viveram relacionamentos intensos e tiveram diversas experiências no campo amoroso a paixão é euforia, súbita, loucura, é como um vendaval que chega agressivamente e destrói tudo a sua volta.
É um sentimento que chega com mais intensidade e se acaba mais rapidamente.
Já o amor é duradouro, chega com calma, cresce de maneira progressiva, como uma brisa.
Enquanto que na paixão pode haver dúvidas e dor, no amor há saúde e certeza do sentimento.
No amor as pessoas são cúmplices, cuidadosas umas com as outras, já a paixão é totalmente egocêntrica e escandalosa.
O amor é o fato de aceitar a outra pessoa com os seus devidos defeitos, aceitar que somos diferentes uns dos outros, e conviver bem com essas diferenças, já que realmente o que atrai um casal é o que um tem e o outro não.
Sem duvida nenhuma que o amor é um sentimento mais concreto, mais estável e duradouro, mas a paixão também tem seus pontos positivos, e cá pra nós que é muito bom também viver uma paixão arrebatadora, e quem sabe ela não possa se transformar em um amor verdadeiro.
Rosa Montero (escritora espanhola) dizia que a paixão é um vício, algo que só pode durar uns dois anos.
Dizia também que depois de superada a paixão, as relações ganhavam aquele aspecto quotidiano um tanto monótono e repetitivo.
Ela disse que ela mesma havia se apaixonado várias vezes e que as histórias sempre terminavam assim:
Quando se sai da fantasia para a realidade, o tédio e a monotonia acabam por predominar.
Fim é que paixão é tempestade, e o amor é brisa, cada um tem sua beleza, sua força e sua intensidade.
Houve quem dissesse que a paixão é um estado saudável de imbecilidade, um estado maravilhoso de estupidez e loucura transitória.
Faz-nos desfrutar intensamente a relação, quando as máscaras e os controles são abandonados e se estabelece a entrega máxima, ainda que por poucos momentos.
É especialmente lindo quando à paixão se segue um estado de paixão pela vida: estar apaixonado pelos amigos, pelos pássaros, pelas flores, pelas nuvens, pela família, pelo trabalho, pelo sol, por tudo o que existe.
Quando a uma paixão amorosa se segue um período depressivo, geralmente isso é prenúncio de encrencas: desencadeiam-se desilusões, o que agrava o estado depressivo anterior.
Ver alguém como a porta de saída de um estado de infelicidade é apenas aumentar a possibilidade de sofrimentos, porque ninguém salva ninguém.
É importante manter uma atitude de gratidão perante a vida.
Agradecer às pessoas que cuidam de nós, ao porteiro do prédio, ao garçom, pois somente quando se aprende a viver em estado de gratidão é possível apaixonar-se pela vida.
Numa das praias do Rio de Janeiro, as pessoas que ali estão no final do dia costumam aplaudir de pé o pôr-do-sol, como sinal de agradecimento por mais um belo dia de verão.
Uma das diferenças entre paixão e amor é o fator tempo.
O tempo na paixão é limitado e no amor é infinito.
Por alguns instantes, o simples contato da mão da pessoa apaixonada faz com que as cores fiquem mais vivas, os sons mais sonoros, que a pele trema, que apareça a sensação de buraco no estômago, que a respiração suba e desça, que as batidas cardíacas se acelerem e que o mundo pareça totalmente colorido e diferente.
Quando as pessoas se afastam desse momento, é como se todas as luzes se desligassem, como se a energia do mundo acabasse.
Quando as pessoas se unem somente pela paixão, é comum que o relacionamento não dê certo, porque elas não se conhecem verdadeira e integralmente.
É preciso ter também os pés no chão, pois elas vivem num mundo real, onde assuntos como dinheiro, casa, carro, comida etc... devem ser tratados em estado de amor.
A existência atinge o clímax da beleza quando se consegue estar apaixonado por quem se ama.
A paixão é cíclica.
Há dias em que se está mais apaixonado, dias em que se está menos apaixonado e dias em que a paixão se ausenta.
Porém, continua-se amando sempre.
O escritor francês Balzac dizia que era mais fácil apaixonar-se por um novo amante a cada mês do que amar anos a fio a mesma pessoa.
Por isso o amor verdadeiro é aquele que consegue eternizar a paixão. Músicas que se tornam imortais pelo significado que retêm, lugares que se tornam inesquecíveis, perfumes que nos fazem lembrar os primeiros encontros, tudo isso renova a paixão diariamente.
Só se pode falar em amor verdadeiro quando, em vez de eu e você, se diz nós.
E só se pode falar em amor permanente ao se descobrir que o amor duradouro é aquele que se renova constantemente, apaixonadamente.
Muitas pessoas se perguntam como é possível evoluir da paixão para o amor. Simplesmente não é possível.
São dois sentimentos distintos e paralelos, que seguem vetores de energia diferentes.
Por isso às vezes encontramos pessoas que dizem amar alguém e sentir paixão por outro.
No entanto, quando os parceiros se entregam profundamente um ao outro, com admiração, respeito e confiança, ousando amar com criatividade, não apenas se enamoram, mas também se apaixonam todos os dias.
Não se pode transformar paixão em amor, mas sim amar apaixonadamente a pessoa amada.
Quando isso ocorre é maravilhoso.
É então que se descobre que o amor pode dar certo — e realmente dá
“O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha..” I Co. 13; 7-8ª
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